Violência doméstica
(Por Edmar Nogueira da Rocha - Master Coach, Consultor, Palestrante, Escritor e Terapeuta)
Tenho recebido com muita frequência no consultório mulheres vítimas de violência doméstica. São pessoas que têm traumas profundos e que, na maioria das vezes, não conseguem sozinhas se desvencilhar do agressor ou do trama...
O comportamento agressivo de alguns homens, além de ser motivado por transtornos de personalidade ou traumas registrados na mente inconsciente, também pode ser decorrente de questão cultural e, normalmente, fruto da repetição do comportamento dos pais... E, por ser cultural, muitas mulheres têm dificuldade de se libertar desse ciclo de violência. Muitas delas estão presas em um vício por, também, estarem repetindo as histórias de suas ancestrais (Mães, avós, bisavós...)
É preciso entender que esse tipo de violência, além da dor física, do constrangimento e da humilhação, provoca danos psicológicos muito acentuados que, se não forem tratados com severidade, poderão provocar desequilíbrio mental e transtornos diversos como a depressão, a síndrome do pânico, a ansiedade, o isolamento social, a melancolia etc.
Outro ponto a ser observado é que as agressões, normalmente acontecem na presença de crianças (Filhos, enteados, sobrinhos...) que sofrem, por consequência e indiretamente, os malefícios da cena, podendo desenvolver os mesmos transtornos psicológicos das vítimas ou dos agressores...
Os estudos mostram que esse tipo de agressão, muitas vezes, começa na infância ou adolescência e tem prolongamento no curso de vida da mulher, por episódios únicos ou replicados ao longo sua da existência. Assim, a vitimização declarada pelas vítimas indica alta severidade, pois cerca de 17 % delas mencionam atos de violência que, de forma explícita ou implícita, colocam suas vidas em risco, por apresentarem ameaças com arma de fogo ou branca, ameaças e chantagens do tipo “Eu vou te matar”, aperto de pescoço, empurrões pela escada abaixo, sovas, bater com a cabeça contra a parede/chão, arremesso de objetos etc...
Muitas pessoas perguntam como pode ser possível uma mulher passar por todos esses momentos de verdadeiro terror e ainda permitir que tudo continue acontecendo. Essas pessoas não entendem que existem muitos fatores envolvidos nessa questão: Diversos tipos de medo, a vergonha da exposição e, consequentemente, do julgamento alheio, a dependência financeira, a integridade e subsistência dos filhos etc...
Mesmo tendo conhecimento de que as leis de proteção à mulher já existem e funcionam, muitas delas continuam na obscuridade e não têm coragem de denunciar ou buscar ajuda... Outras, porém, tomam coragem, denunciam, mas, logo após, perdoam e voltam a viver a vida de antes e, consequentemente, voltam a sofrer...
Existem ainda mais dois tipos de grupos de mulheres agredidas: Um grupo que consegue sair do relacionamento, mas logo se vê, novamente, atraindo o mesmo tipo de companheiro... E o outro grupo que também consegue romper o ciclo e ao encontrar um companheiro diferente, começa a ter problemas, cobrando ou responsabilizando-o por sequelas geradas por coisas nas quais ele não teve participação...
Todas elas precisam de ajuda! E, felizmente, a cada dia, tomam mais consciência disso. Talvez esse seja o motivo de me procurarem para conversar e encontrar a solução para os seus problemas afetivos e psicológicos... Muitos homens também me procuram e pedem ajuda, pelos mesmos motivos...
Quanto a mim, só resta gratidão a Deus por inspirar confiança e poder contribuir para a melhoria dos níveis de bem-estar e de qualidade de vida dos meus pacientes e amigos.
Se quiser conversar, faça contato! Eu ficarei feliz em recebê-lo!